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Arquitetura Mundial Passou de Desenho no Papel para Softwares de Três Dimensões Em mais de um século de evolução da tecnologia, a arquitetura mundial se renova na maneira de fazer projetos de casas, prédios e cidades inteiras

Oscar nasceu entre os edifícios antigos do bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O jovem cresceu percebendo as ondas do mar, as curvas das mulheres, o redondo do sol e a ginga do passo do malandro. Essa percepção aguçada lhe rendeu características únicas na carreira profissional. Com a capacidade de imaginar, desenhar e criar edificações surpreendentes, tornou-se Niemeyer, o arquiteto brasileiro de nome mais influente na arquitetura moderna. Em 104 anos, a história arquitetônica da humanidade deu um salto tecnológico e fez possível concretizar — literalmente — cidades futurísticas, que, antes, pertenciam apenas à imaginação infantil.


 

O projeto de qualquer construção começa com um rabisco no papel. Pelo menos os do professor e arquiteto José Galbinski, 79 anos. Há 50, ele trabalha na área e, como Niemeyer, fez trabalhos grandiosos na capital: a biblioteca e o restaurante da Universidade de Brasília e a urbanização do Pontão do Lago Sul são apenas alguns deles. Ele foi um dos primeiros por aqui a usar a informática na profissão na década de 1980. “Vivi essa mudança tecnológica. Ainda começo a projetar com lápis na mão, mas faço o restante no computador, com os programas de computação gráfica”, conta, com a mesma segurança de um adolescente que domina teclas e telas.

 

Galbinski usa o programa Autocad, é o mais conhecido e básico software que ajuda os arquitetos a definirem plantas e projetos. Para finalizar, nada de entregar uma papelada para o cliente, um CD com todo o material é mais adequado aos tempos de hoje, garante o especialista. “A tecnologia mudou a maneira de trabalhar. Podemos desenhar em um tablet, por exemplo, e o aparelho corrige as imperfeições do traço.”

A última vez que o arquiteto fez todo um projeto apenas com lápis e régua trabalhou por três dias em todos os turnos. Ele, claro, guarda a relíquia. Hoje, com a forcinha do computador, faz no mesmo período várias imagens de um prédio inteiro em três dimensões, nos quais é possível caminhar virtualmente pelos cômodos e corredores. “É 100 vezes mais poderoso!”, Galbinski arregala os olhos azuis. Ele conta que os escritórios com mais recursos podem ter um digitalizador que toca os pontos extremos de uma maquete real e manda os dados de altura, largura e profundidade para a tela, construindo uma realidade digital.

O marco da tecnologia na arquitetura proporcionou projetos e estudos mais detalhados e com profundidade. “Essa contribuição foi extraordinária. É uma porta de entrada para a criatividade, a qual eclodirá não só para a construção de prédios excepcionais, como os palácios, mas convencionais”, comenta o arquiteto.

Juventude
Davys Roger Martins é 52 anos mais jovem que Galbinski, tem apenas três anos de formação em arquitetura, e concorda com o mestre, que coordenou seu curso no Centro Universitário de Brasília (UniCeub) no período da graduação. Logo quando ingressou na faculdade, teve aulas de computação: aprendeu a usar o Autocad 2000 e depois a versão R14. Hoje, trabalha com o programa Sketchup. “Antes, se errar um traço, redesenharia tudo. Com tecnologia, é muito mais rápido e as linhas são precisas”.

 

Além da facilidade na produção, apresentar o trabalho com a realidade tridimensional impressiona o cliente, segundo Martins. Apesar de ter aprendido a construir maquetes à mão, ele prefere as eletrônicas, em que trabalha cor, textura, fundo. Para gerar a imagem, usa o renderizador V-Ray, que é um plugging do Sketchup. “Um arquiteto atual não precisa desenhar tão bem quanto o de antigamente”, admite. Entretanto, concorda com Galbinski e sempre inicia os projetos no papel, rabiscando. Até a trena para fazer medições é informatizada. Por meio de um laser, transmite informações com os comprimentos corretos. Em um futuro próximo, os dados vão direto para o computador.

Em 10 anos, Martins acredita que as apresentações poderão ser feitas em hologramas com infinitos feixos de luz. “Como vemos nos filmes futurísticos”, exemplifica. O que facilitará a concretização de prédios moldados pela imaginação infantil, como completa Galbinski. E o principal: “Apesar das infinitas possibilidades de criação tecnológica, nunca haverá um projeto de arquitetura sem a influência de cérebro com boas ideias”. Em entrevista ao Correio Braziliense em maio de 2011, Oscar Niemeyer arrematou: “Os tempos são outros. São, mas ainda há muito a ser feito”.
FONTE: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/especiais/oscar-niemeyer/2012/12/11/interna_oscarniemeyer,338570/arquitetura-mundial-passou-de-desenho-no-papel-para-softwares-de-tres-dimensoes.shtml

 

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