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Contrução Civil Deve Crescer 11% em 2010. Aumento do emprego formal, investimento público e crédito imobiliário foram os principais responsáveis pelo bom desempenho do setor.

O PIB da construção civil deve crescer 11% neste ano, segundo dados divulgados hoje (7) pelo SindusCon-SP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil de São Paulo). O panorama do setor foi apresentado por Sérgio Watanabe e Eduardo Zaidan, presidente e diretor de economia do sindicato, respectivamente, e pela consultora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ana Maria Castelo.
Segundo Ana Maria, o crescimento supera as projeções de 8,9% estimadas para o ano. A consultora da FGV lembra que a alta também é impulsionada pelo fato de 2010 ser um ano eleitoral, que conta normalmente com mais obras.
O aumento do emprego formal foi uma das principais razões do crescimento, com alta de 15,1% entre janeiro e setembro de 2010, comparativamente ao mesmo período de 2009. Segundo Eduardo Zaidan, existem aproximadamente 2,7 milhões de pessoas trabalhando no setor, sendo que as regiões Norte e Nordeste aparecem como as maiores geradoras de emprego, com altas de 25,4% e 27,4%, respectivamente.
As obras especialmente oriundas do Programa Minha Casa, Minha Vida 2 (PMCMV 2) e a expansão no crédito habitacional, que alcançou o valor de R$ 64,5 bi no último ano, contribuíram para que o mercado continuasse aquecido. As obras de infraestrutura também foram responsáveis pelo bom desempenho do setor, especialmente em função dos investimentos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) até outubro de 2010, totalizando R$ 41,5 bi.
A indústria de materiais, que caiu em 2009, voltou a crescer em 2010, com destaque para o cimento (+17,1%) e para o aço (+19,1%) até o mês de setembro. O nível de utilização da capacidade instalada no mês de novembro atingiu 91,1%, nível recorde na série histórica.
Perspectivas para 2011
O ano de 2011 não deve ter o mesmo desempenho de 2010, com projeção de crescimento estimada em 6,1%. Segundo o presidente do sindicato, Sergio Watanabe, igualar o crescimento de 2010 demandaria um esforço ainda maior do setor, que deve passar por desafios como a escassez de mão de obra qualificada, alto custo de terrenos, além de necessitar de inovações tecnológicas, desenvolvimento de novas fontes de financiamento para habitação e infraestrutura e da continuidade do programa habitacional, que necessitaria de mais investimento no setor.
Além disso, a maior demanda por obras de construção civil faz com que o preço dos materiais, serviços e mão de obra aumentem mês a mês. No ano de 2010, o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção-Mercado) apresentou, até novembro, alta de 6,92%, ante 3,01% registrada no mesmo período de 2009.
Sobre a falta de mão de obra qualificada no setor, que pode ser um dos principais fatores para a retração do setor, Watanabe disse que conversou com o vice-governador eleito, Guilherme Afif, que prometeu que o governo criará um programa de capacitação para o nível médio, em todos os setores. Além disso, o presidente do sindicato afirmou que a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) entrou em contato com o sindicato para reformular currículo do curso de engenharia civil, de modo a melhorar a qualidade dos profissionais formados.
Juntamente com os dados de crescimento do setor, foi apresentado o resultado da 45ª Sondagem Nacional da Construção, que apontou a continuidade do otimismo dos empresários da construção com relação a investimentos no País, expansão do crédito imobiliário e lançamentos voltados em sua maioria para as famílias de média e baixa renda.

Fonte : http://www.revistaau.com.br/

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