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O ITA vai Dobrar de Tamanho e se Modernizar com Ajuda do MIT.

 

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, uma das principais escolas de engenharia do país, vai entrar numa nova fase. Para isso, contará com a ajuda do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nada menos que o melhor do mundo na área.

São José dos Campos - A manhã de terça-feira 27 de agosto seria igual a qualquer outra no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, não fosse a disposição dos alunos em não assistir às aulas. Algo surpreendente, visto que o ITA, uma instituição militar, é reconhecido por ter alunos dedicados, disciplinados e, sobretudo, brilhantes.

A relação candidato-vaga de seu vestibular é uma das mais altas do Brasil e seus formandos são disputados a tapa no mercado. “Busco sempre contratar gente do ITA”, diz Alberto Carvalho, presidente da fabricante de bens de consumo Procter&Gamble no Brasil e ex-aluno da instituição.

“Os alunos aprendem a lidar com pressão e desenvolvem uma capacidade técnica impressionante.” Esses alunos pararam para clamar por mudanças. “O pessoal que foi estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), de Boston, nos Estados Unidos, pelo Ciência sem Fronteiras, disse que o curso lá era mais estimulante e tinha mais prática de engenharia do que aqui, embora a qualidade dos alunos fosse igual”, diz Victor Montalvão, estudante do 3º ano de computação e um dos líderes do centro acadêmico.

Outra coisa surpreendente: o reitor Carlos Américo Pacheco faz eco às críticas dos estudantes. “Há uma desvantagem clara em relação aos melhores cursos de engenharia do mundo”, afirma Pacheco. “O ITA é uma escola envelhecida.”

Naquela manhã, ele se reuniu com os alunos para ouvi-los. Os estudantes reclamavam que não têm flexibilidade na grade de disciplinas e que alguns professores abusam do poder. No ITA, só no último ano há disciplinas optativas. Não existe, como em outras universidades, o sistema de créditos, que permite ao aluno se especializar em áreas de preferência. Além disso, quando um professor reprova um aluno, ele é desligado da escola.

As reivindicações dos alunos são simbólicas do momento que o ITA vive — elas chegam em meio a um processo de mudança que é o mais significativo desde a fundação, em 1950. No centro da reforma está o objetivo de aumentar o tamanho da instituição. Hoje, a escola tem 600 alunos de graduação e forma 120 engenheiros por ano. O plano é dobrar esse número.

O vestibular deste ano já ofereceu 50% mais vagas para a graduação. O número de alunos de mestrado e doutorado também crescerá, de 1 200 atuais para 1 800 até 2017. Os professores, hoje 150, serão 300 — o ITA vai contratar mais 60 já no ano que vem. Porém, mais do que crescer, a instituição precisa se atualizar.

Para ajudar nessa tarefa, Pacheco pretende fechar até o fim do ano uma parceria com o MIT, considerada a melhor escola do mundo na área tecnológica. De lá virá a inspiração para mudar o currículo dos seis cursos de engenharia oferecidos. “Já detectamos diversas oportunidades para melhorar o ensino no ITA”, diz Jaime Peraire, chefe do departamento de aeronáutica da instituição americana.

 

 

Fonte: Exame.com

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