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Construtoras Esbarram em Dificuldades para Executar Obras em Centros Urbanos

Para evitar atrasos nos serviços e até mesmo paralisação nos canteiros, é preciso prever interferências como tráfego e restrições de horários, além de evitar complicações com a vizinhança

Cada vez mais as obras têm que lidar com interferências de vizinhos e restrições de horário para a circulação de veículos e funcionamento de equipamentos. Deixar para resolver em obra as complicações práticas de construir em centros urbanos adensados é inviável, pois pode comprometer o ritmo da obra, afetar os vizinhos e até mesmo se mostrar impraticável por conta da legislação.

"Quanto mais urbana e densa a área, maior a necessidade de contenção do impacto da obra no vizinho. Isso requer um estudo de engenharia muito mais aprofundado", enfatiza Gerson Dias, diretor de suprimentos da Gafisa

A localização da obra é o ponto de partida para definir os equipamentos utilizados, seu tamanho, a quantidade de pessoas na obra, a interferência com os vizinhos, as instalações das concessionárias e mesmo o sistema construtivo utilizado.

 

 

Desta forma, tornou-se essencial um planejamento completo antes do início da obra. "A engenharia logística entra desde a concepção do plano da obra, quando desenhamos o canteiro", conta Gerson Dias.

Uma das principais dificuldades das construtoras é o suprimento de materiais. Os horários estão mais restritos para circulação de caminhões. Em São Paulo, por exemplo, além da restrição aos caminhões betoneira, que só podem circular de manhã e à tarde, existe a restrição ao tráfego de caminhões pesados em grandes vias de acesso da capital, entre 5h e 21 h. Somado a isso a restrição ao barulho, das 22h às 5h, só há uma pequena janela na qual é possível trabalhar.

"Numa obra na zona Sul de São Paulo, tivemos que medir o tráfego de hora em hora e smpre estava congestionado", conta André Glogowsky, presidente do conselho da Hochtief. "Essa informação foi muito importante para nós". Em casos como esse, a construtora deve programar com os fornecedores o recebimento de material nos horários permitidos. A entrega não pode atrasar, ou o recebimento seguinte fica comprometido.

 

Materiais e equipamentos

 

Os materiais, quando industrializados, proporcionam uma melhor logística de descarga, facilitando a movimentação de caminhões e aumentando a eficiência da obra, além de contribuir com a redução de perdas. Produtos como telas prontas e barras cortadas e dobradas dispensam esses procedimentos dentro da obra, contribuindo para reduzir o ruído.

Outros procedimentos que causam barulho e, consequentemente, transtorno aos vizinhos, são o martelete para corte de rocha, serra de corte de madeira, perfuratriz para implantação de cortina, bombas para elevar o concreto nas lajes.

Uma medida que aperfeiçoa a eficiência do descarregamento, e que vai na vertente da industrialização da construção, é a mecanização. Empilhadeira, grua, guindaste hidráulico, paletização ou mesmo uso de código de barras no canteiro são cada vez mais presentes, não só por conta das restrições, mas pelas questões de prazo, custo e mão de obra que todas as obras vêm enfrentando.

Às vezes, negociações podem trazer outras possibilidades. Em uma área residencial, o período de férias escolares pode trazer exigências diferentes dos moradores, que podem pedir que uma concretagem, por exemplo, comece mais tarde, por conta da mudança de rotina das famílias. Para negociar, a construtora pode ceder neste aspecto, mas negociar um ou dois dias para trabalhar até mais tarde.

O fato é que não há uma regularidade quando se trata do incômodo que uma obra causa aos vizinhos. As pessoas são mais ou menos sensíveis. Edward Izydorczyk, engenheiro da Sig Engenharia, conta que, em um caso em que os moradores se incomodavam com o barulho da perfuratriz, foi chamado um especialista em acústica: "Ele foi ao prédio ao lado e constatou que o barulho dos carros era maior que do equipamento. Mas barulho de carros é diferente de um martelete de ar comprimido, e o pessoal se sentia incomodado". A saída, sempre, é a negociação.

 

Confira a reportagem completa a partir de 22 de dezembro na Téchne 177.

 

 

FONTE: PINIWEB

 

 

 

 

 

 

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