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Apesar do Alto o Índice de Procura, Evasão dos Cursos de Engenharia é Grande, Revela Estudo Apesar do Alto o Índice de Procura, Evasão dos Cursos de Engenharia é Grande, Revela Estudo

 

Durante o último Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia – Cobenge, o presidente do Confea, eng. civ. José Tadeu da Silva, apresentou aos participantes um estudo, com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP, sobre a formação de engenheiros no Brasil e no mundo, em um panorama de matrículas de 1995 a 2010.

O estudo revela um grande número de evasão nas universidades. Cerca de 250 mil vagas são oferecidas, e o número de formandos só atinge 16% desse número. O interesse, no entanto, é grande: inscreve-se no vestibular quase o dobro de estudantes em relação às vagas oferecidas.

Em 2010, o país registrou cerca de 6,4 mil matrículas no ensino superior, sendo 1,6 mil em instituições públicas e 4,7 mil em instituições privadas, segundo os dados do INEP. Para o presidente José Tadeu, os cursos de engenharia, hoje, são os que apresentam a maior concorrência no vestibular. “Está superando a medicina. A engenharia na USP, em São Paulo, supera a medicina. É altamente procurada. E isso acontece porque há espaço. Há perspectiva de desenvolvimento e de mercado de trabalho com bons salários. O jovem percebe isso, e percebe que o país sinaliza que é um mercado promissor para ele poder trabalhar.”

Conforme a apresentação do presidente, de 1995 a 2010 os cursos em que os brasileiros mais se matricularam em instituições públicas de ensino superior foram Pedagogia, Administração e Direito, com 127.455, 93.787 e 70.223 matrículas cada, respectivamente. Os mesmos cursos das instituições privadas – com alteração no ranking, porém –, sendo 740.089 matrículas no curso de Administração, 624.322 em Direito, e 443.375 em Pedagogia. Ao todo, 5.476.813 matrículas em graduação presencial foram realizadas. Com maior concentração nos cursos de Administração e Direito, que tiveram 13% das matrículas cada um, Pedagogia e Enfermagem, com 5% cada, e Ciências Contábeis, com 4%. Outros cursos somam os 60% restantes das matrículas.

Segundo dados de 2010 da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Brasil tem seis engenheiros para cada mil pessoas economicamente ativas no país, enquanto a Coreia do Sul tem 80, os Estados Unidos, 40 e o Japão, 26. Em 2005, de todos os formandos no Brasil, cerca de 5% eram da área de engenharia. Este número na Coreia do Sul chega a 27,5%. “Na máquina pública desses países, eles têm de 70% a 80% de engenheiros nos quadros. Só 20% são de outros profissionais. E eles colocam essa quantidade porque a engenharia, em qualquer lugar do mundo, responde por no mínimo 70% do PIB do país. Esses 70% estão relacionados à área tecnológica. Tudo o que se faz para garantir melhor qualidade de vida para as pessoas passa por transformação das riquezas naturais, com sustentabilidade ambiental. E tudo isso (habitação, transporte e até a própria água, pois necessita de saneamento) passa pela área tecnológica”, ressalta o presidente do Confea. 

Para ele, os países que quiserem crescer e se desenvolver precisam ter, além de estabilidade econômica e democrática, conhecimento tecnológico. “Precisa-se qualificar pessoas com conhecimento em ciência, tecnologia e informação. São elas que vão fazer as transformações para garantir a qualidade de vida da população, e que, consequentemente, estarão envolvidas nos 70% da riqueza do país. Se não tiver investimento e não tiver pessoas com esse conhecimento, não se transforma. E se não transformar, vamos ficar no prejuízo”, disse.

O presidente destaca ainda a importância da qualificação dos profissionais e do setor industrial para que os produtos nacionais tenham valor agregado. “Por exemplo, a gente exporta o barril de óleo cru de petróleo. Quantos produtos podem ser produzidos a partir desse barril? Gasolina, plástico, e muitos outros. Agora, se não existirem as refinarias para fazer este trabalho, e tivermos que terceirizar este processo para empresas estrangeiras, nós iremos pagar mais caro por um produto que é nosso. Simplesmente por não ter conhecimento tecnológico”, explicou.

As soluções para reverter o quadro da evasão, na opinião de José Tadeu, também podem partir do Conselho Federal. “O que devemos fazer é uma análise política do exercício profissional. Nós temos as nossas atividades, temos os nossos empreendimentos e temos as nossas escolas de engenharia, que, inclusive, têm as suas representações no nosso Conselho”, disse. O plenário do Confea e o plenário das Câmaras Especializadas são compostos por representantes de instituições de ensino e de entidades de classe. “Por quem forma profissional e por quem tem os profissionais que estão no mercado trabalhando – os sindicatos, associações, institutos, clubes –, então, nós temos condição de fazer uma avaliação do que está acontecendo e o que devemos fazer.”

 

FONTE: Assessoria de Comunicação Confea

 

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