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Arquitetura Comercial Impulsiona Negócios Ao aplicar conceitos de marca ao ambiente, estabelecimentos têm uniformizado a aparência e qualificado identificação

 

Um negócio pode ter a mesma cara em diversas situações, e a experiência de compras envolve uma série de fatores que, quando padronizados, elevam a confiança do consumidor e geram impulsos indiretos que influenciam na escolha de uma marca. Com este pensamento, cada vez mais empresários do varejo têm injetado recursos na comunicação visual de estabelecimentos comerciais em todo o País. 

Visando a agregar valor aos produtos e ampliar a identificação das marcas por parte dos consumidores, comerciantes têm investido na ambientação de lojas, alterando cores e mobiliários, e modernizado layouts. Inicialmente, o sistema conhecido como arquitetura comercial era mais usado em redes e franquias, mas atualmente os pequenos empresários também estão atentos ao conceito de padronização dos espaços físicos e têm focado suas ações neste sentido.

Especializada em alimentos e especiarias, que vão desde produtos naturais a artigos importados, a Banca 26 do Mercado Público de Porto Alegre é um exemplo de estabelecimento de pequeno porte que já absorveu o conceito de arquitetura comercial. Desde outubro do ano passado, o local passa por uma reforma completa - incluindo troca de piso, balcão, vitrines e azulejos -  para apresentar um espaço mais organizado, limpo, iluminado e amplo. Com a conclusão prevista para esta semana, as obras custaram em torno de R$ 300 mil. O proprietário Ademir Sauer garante que o investimento valeu a pena. “Fizemos uma repaginação com o objetivo de melhorar e incentivar as vendas. Neste período, continuamos atendendo, e já sentimos a reação da clientela, que tem elogiado o novo visual.” 

O resultado da padronização de lojas foi tão positivo para a rede de fast food Tirol Unique, que a proprietária já pensa em desenvolver franquias para as regiões Sul e Sudeste. “Estamos faturando muito bem, as pessoas reconhecem facilmente nossa marca”, garante a empresária Marta Abreu. O conceito foi aplicado em cinco unidades da empresa localizadas em shopping centers. Investimento semelhante ocorreu em outro braço da marca, o Boteco Tirol, cujo foco foi apresentar um ambiente mais aconchegante, que inclui até espaço especial para crianças, carregado de cores divertidas. 

“A busca de construções de marcas visa a melhorar e segmentar posicionamentos, pois, caso contrário, todos ficariam na guerra de preços”, avalia Arlene Lubianca, diretora da Planobase Lubianca, Arquitetura e Design. Ela aponta que o mercado passou a voltar os olhos para a arquitetura comercial a partir do desenvolvimento da indústria e da oferta de produtos. “A fidelidade dos clientes a uma marca é vinculada à emoção que ela desperta no consumidor, por isso há hoje uma grande busca por posicionamentos diferenciados. A loja é o lar da marca, local onde a experiência de compra dá tangibilidade ao posicionamento”, explica. Ela destaca o exemplo da Apple, cuja loja é limpa e permite a experimentação de todos os equipamentos, remetendo ao conceito dos produtos, que possuem design limpo e funcionamento acessível. 

Arlene aponta ainda que diversas pesquisas têm mostrado que empresas que procuram surpreender, encantar e construir relacionamentos são as que mais se aproximam de seus consumidores. “Não é necessário ser grande para fazer este exercício de conciliação, mas sim ter um planejamento voltado para isso. Conhecer seu cliente, ter foco e oferecer uma experiência relevante e coerente são receitas de sucesso”, garante a empresária.

 

Estratégia é ganhar confiança e ampliar a fidelização

Em tempos de explosão das redes sociais, ganhar a confiança e a fidelização de um consumidor significa muito para qualquer marca. Hoje, todos os setores estão conscientes desta importância, desde bancos, restaurantes e varejo tradicional. 
Em junho de 2011, a centenária loja da Óptica Foernges da Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre, foi repaginada. O projeto criado pela Planobase Lubianca, Arquitetura e Design contemplou uma melhor utilização do espaço e da iluminação, expandindo áreas de circulação e renovando a vitrine. Naquele mesmo ano, outras lojas da marca foram reformadas, em um movimento de uniformização dos ambientes. 
Somando muitos anos de atuação no mercado de brinquedos, Elizeu França dos Santos, proprietário das Lojas França, começou a implementar o sistema de arquitetura comercial nas unidades da rede em 2009. “A partir daquele ano, todas as novas lojas no Estado, em Santa Catarina e no Paraná já foram inauguradas com o conceito novo.” Santos explica que a ideia era tornar os estabelecimentos mais atrativos para o público infantil, fato que levou à escolha de cores vivas e marcações específicas a cada ponto. “O resultado foram lojas mais limpas, bonitas e agradáveis”, pontua o empresário. A filial de Porto Alegre também foi reformada e, até o final de junho deste ano, passará a funcionar com a cara nova.
“O varejo brasileiro está passando por uma evolução que começou à medida que as redes se profissionalizaram e os lojistas começaram a perceber que a experiência de compras envolve a confiança do cliente nas marcas, e, neste sentido, até o slogan influencia”, diz o consultor de vendas Xavier Fritsch.

 

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