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Os Desafios e Oportunidades da Copa de 2014

A questão que surge é em que medida as empresas estão se preparando para transformar esse evento em oportunidades de negócio

OS IMPACTOS ECONÔMICOS PROMOVIDOS PELA COPA DO MUNDO DE 2014

A realização da Copa do Mundo de 2014 proporciona uma chance ímpar de promoção e atração de investimentos, podendo alavancar significativamente a economia brasileira. A questão que surge é em que medida as empresas estão se preparando para transformar esse evento em oportunidades de negócio. Os empresários devem conhecer as dificuldades e os desafios que poderão enfrentar, a fim de elaborar um planejamento com foco na excelência em serviços, com o aproveitamento eficaz das oportunidades que surgirão antes, durante e após a Copa.

 

Conforme estimativas da Ernest & Young, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o valor investido em obras de infraestrutura e organização do País será de R$ 22,46 bilhões. Adicionalmente, a competição deverá injetar R$ 112,79 bilhões na economia brasileira, com a produção em cadeia de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Estima-se que, no período de 2010 a 2014, sejam movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais no País. Apenas para o setor de tecnologia da informação (TI), serão necessários investimentos de R$ 309 milhões para acomodar o grande fluxo de dados associados ao megaevento.

O Ministério do Esporte, por meio de consultoria contratada, estima que os impactos econômicos potenciais resultantes da realização da Copa do Mundo podem chegar a R$ 183,2 bilhões, dos quais R$ 47,5 bilhões (26%) são diretos e R$ 135,7 bilhões indiretos (74%). Os benefícios econômicos diretos do evento são resultado do crescimento/incremento em dimensões pré-definidas, as quais foram contabilizadas em cada uma das variáveis de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), já considerando os efeitos de importações:

- Investimentos em infraestrutura: R$ 33 bilhões

- Turismo incremental: R$ 9,4 bilhões

- Geração de empregos: 330 mil permanentes e 380 mil temporários

- Aumento no consumo das famílias: R$ 5 bilhões;

Arrecadação de tributos: R$ 16,8 bilhões 

O gráfico abaixo, produzido pelo Ministério dos Esportes, ilustra os impactos econômicos:

Antes mesmo de seu acontecimento, a Copa já estará gerando negócios e empregos, pois muitas empresas serão contratadas para organizar e preparar a infraestrutura do evento. Durante a competição, o fluxo turístico será incomparável e segundo algumas consultorias, o aumento poderá ser equivalente a 14% do movimento de um ano em todo o país. Estima-se um acréscimo de 600 mil turistas nos meses de junho e julho de 2014.

Este enorme potencial gerador de receitas precisa ser aproveitado não só antes e durante a competição, como também após a sua realização, para alavancar negócios futuros. O Brasil passará a contar com uma infraestrutura turística melhor, com novos negócios e empregos criados em função desse evento.

O impacto dos benefícios diretos da Copa nos diversos setores pode ser visto nos quadros abaixo, divulgados pelo Ministério dos Esportes:

OS DESAFIOS A SEREM SUPERADOS COM A PROXIMIDADE DO EVENTO

Na contramão das oportunidades surgem os desafios a serem superados. O Governo e a iniciativa privada devem unir esforços para vencer os grandes obstáculos que se apresentam. Confira a análise dos principais desafios na tabela abaixo:

OPORTUNIDADES PARA O SETOR DE SERVIÇOS 

O aproveitamento das oportunidades de negócio poderá ser viabilizado com a elaboração de um planejamento, no qual os empresários deverão observar três etapas: antes, durante e depois da Copa. A análise a seguir apresenta os seguimentos do setor de serviços que poderão se beneficiar nas diferentes fases do evento.

ANTES DA COPA

O setor de serviços começa a se organizar para oferecer a melhor qualidade em atendimento. Nesse sentido, os segmentos que mais se beneficiam, incrementando o seu faturamento antes da Copa, são:

Esses segmentos devem dirigir seus esforços na captação das oportunidades de negócios que estejam sendo desenvolvidos em função da Copa. Nesse sentido, o Ministério do Esporte está disponibilizando na internet um questionário para as empresas interessadas em participar da preparação do evento em 2014. Com base nas informações coletadas, será criado um banco de dados eletrônico com o perfil de atuação de cada empresa, produtos e serviços oferecidos e experiência na área em que se propõe a atuar, além das inovações que pode trazer à organização da maior competição mundial do futebol.

“O banco de dados nos permitirá fazer um mapeamento das opções de soluções e de possíveis parceiros disponíveis no mercado”, explica o ministro do Esporte, Orlando Silva. Todos os envolvidos na organização da Copa terão acesso às informações. “É um mecanismo que permite a igualdade de oportunidades para empresas de todas as regiões e de todos os portes”, complementa o assessor especial de futebol do ME, Alcino Rocha.

O levantamento é internacional e o questionário está sendo disponibilizado também em inglês. A meta é aumentar o conhecimento do governo sobre serviços inovadores, tecnologias e produtos que possam ser aplicados com sucesso, assegurando a excelência técnica e sustentabilidade financeira das intervenções que serão executadas. O formulário encontra-se na página http://copa2014.questionpro.com.

DURANTE A COPA

 

É esperado que os segmentos de desenvolvimento de sites e suporte para implantação de softwares, consultorias, empresas de treinamentos e os prestadores de serviços de pequeno porte, que atendem grandes empresas do setor de infraestrutura, tenham uma redução da demanda por seus serviços durante o evento, uma vez que tudo o que eles produzem terá que estar pronto até o seu início. Portanto, para esses segmentos, a prospecção de negócios deve começar o quanto antes e concentrar todos os seus esforços nesse período.

Os demais segmentos listados na tabela acima, ao contrário, intensificarão os seus serviços, em função do aumento do fluxo turístico. As estratégias planejadas antes do evento devem se transformar em ações. Empresas do setor turístico devem buscar uma atuação conjunta, com indicações mútuas de seus serviços. Em especial, devem reforçar as estratégias de aumento do tempo médio de permanência do turista, com pacotes de passeios e viagens para outras atrações locais ou regionais.

APÓS A COPA

 

Certamente, o maior legado que o evento deixará será a resultante do próprio esforço que as empresas farão, visando atingir um nível de excelência esperado pelo público. Em consequência disso, aquelas que investirem na melhoria da qualidade de seus serviços terão alcançado um novo patamar de competitividade para atuar de forma permanente no mercado, após o fim do evento. Isso significa que a Copa de 2014 representará um incentivo e um meio de investir na melhoria da gestão das empresas, em função do aumento significativo do faturamento no período do evento. Portanto, a Copa deve ser encarada não como uma oportunidade estanque no tempo e sim como uma possibilidade de promover o desenvolvimento da empresa em longo prazo.

Outro legado que a competição deixará dependerá muito da percepção do turista sobre alguns fatores:

- Segurança pública e privada dos locais visitados;

-Serviços de infraestrutura pública e privada (transportes, telecomunicação, internet, etc.);

- Qualidade do serviço e do atendimento;

- Grau de encantamento com as atrações da natureza e da cultura regional;

- Valor do investimento;

- Eficácia das estratégias promocionais e de comunicação para o retorno futuro do turista.

Em especial, as empresas devem desenvolver ofertas promocionais que incentivem o turista a retornar, pensando em descontos especiais pelo retorno, pela indicação a terceiros, ofertas de atrações não realizadas para cada grupo, entre outros. Em outras palavras, será o momento de aproveitar o contato pessoal para fazer vendas futuras. Se a percepção de valor for positiva, haverá um crescimento sustentável do turismo no país, até porque o turista recomendará a visita ao Brasil para outras pessoas de sua relação.

Além disso, em 2016 estão marcadas as Olimpíadas e que, apesar de serem realizadas no Rio de Janeiro, podem atrair oportunidades de negócios para outras regiões.

 

FONTE: SEBRAE


 

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